''espero que vocês leitores e fãs de leitura gostem deixem seus comentarios que ajuda a quem esta procurando uma oa leitura''
No ambiente exclusivo de Harvard, a vida de três calouros se entrelaça por puro acaso. Sam Standish, Archibald P. Palmer III e Henry White dividem apartamento num dos alojamentos da conceituada universidade norte-americana. Sua origem é variada. Sam teme que seu belo sobrenome tenha sido maculado pelo desregramento de seus pais. Archie, filho de militar, adquiriu seu ralo verniz de sofisticação num obscuro colégio interno escocês. E Henry, dotado de inteligência privilegiada e enorme obstinação, é um judeu polonês refugiado da Segunda Guerra Mundial que, para os elevados padrões harvardianos, fez o colégio no lugar errado - o bairro do Brooklyn, em Nova York
Primeiro capítulo de "Questões de Honra", de Louis Begley
Esta é a primeira lembrança que tenho de Henry: estou parado na porta de um dos três quartos do apartamento térreo que me foi destinado em um dos alojamentos da universidade; de costas para mim, um rapaz ruivo, alto e esguio debruça-se pela janela aberta e acena para alguém. Ao ouvir meus passos, ele se volta e aponta: Olhe só. Tem uma garota linda ali, jogando beijos para mim. Nunca a vi antes. Só pode ser doida.
Caminhei até a janela. Parada no gramado, a não mais de três metros de onde estávamos, uma garota de fato jogava beijos e acenava na direção da janela. Entre um beijo e outro, sorria, e uma espessa camada de batom vermelho fazia com que sua boca parecesse bem grande. Vestia um conjunto bege de tweed, meias verde-escuras e um chapéu tirolês com uma peninha de pavão. A dois ou três passos dela, vi uma senhora de meia-idade, que também trajava um conjunto de tweed, só que mais escuro, e um chapéu de feltro marrom. Alguma coisa nela — o chapéu, talvez, ou seu aspecto altivo e distinto — lembrou-me Ingrid Bergman em Casablanca, prestes a embarcar no avião para Lisboa. Em parte por causa da semelhança nos trajes, imaginei que se tratasse da mãe da garota.
No caminho que, em diagonal, conduzia à biblioteca Widener, estudantes diversos haviam se detido para, boquiabertos, admirar a cena. Nem a extravagância da filha nem a plateia que ela atraíra pareciam perturbar a mãe, que, no entanto, passados alguns minutos, sussurrou algo em tom baixo demais para que a ouvíssemos, e a garota, depois de jogar um beijo derradeiro, lançou os braços para cima, num gesto teatral de desespero. Então, as duas se foram.
Estou apaixonado, suspirou o rapaz ruivo. Quero me jogar aos pés dela.
E por que não se joga?, repliquei, brincando, mas não muito. Ainda dá tempo. Basta pular agora da janela e você nem vai precisar correr para alcançá-las.
Ah, não, lamentou-se ele, não posso. Por que tinha de acontecer justo hoje, que não estou preparado?
Caminhei até a janela. Parada no gramado, a não mais de três metros de onde estávamos, uma garota de fato jogava beijos e acenava na direção da janela. Entre um beijo e outro, sorria, e uma espessa camada de batom vermelho fazia com que sua boca parecesse bem grande. Vestia um conjunto bege de tweed, meias verde-escuras e um chapéu tirolês com uma peninha de pavão. A dois ou três passos dela, vi uma senhora de meia-idade, que também trajava um conjunto de tweed, só que mais escuro, e um chapéu de feltro marrom. Alguma coisa nela — o chapéu, talvez, ou seu aspecto altivo e distinto — lembrou-me Ingrid Bergman em Casablanca, prestes a embarcar no avião para Lisboa. Em parte por causa da semelhança nos trajes, imaginei que se tratasse da mãe da garota.
No caminho que, em diagonal, conduzia à biblioteca Widener, estudantes diversos haviam se detido para, boquiabertos, admirar a cena. Nem a extravagância da filha nem a plateia que ela atraíra pareciam perturbar a mãe, que, no entanto, passados alguns minutos, sussurrou algo em tom baixo demais para que a ouvíssemos, e a garota, depois de jogar um beijo derradeiro, lançou os braços para cima, num gesto teatral de desespero. Então, as duas se foram.
Estou apaixonado, suspirou o rapaz ruivo. Quero me jogar aos pés dela.
E por que não se joga?, repliquei, brincando, mas não muito. Ainda dá tempo. Basta pular agora da janela e você nem vai precisar correr para alcançá-las.
Ah, não, lamentou-se ele, não posso. Por que tinha de acontecer justo hoje, que não estou preparado?
TÍTULO: QUESTOES DE HONRA
IDIOMA: Português
ENCADERNAÇÃO: Brochura
Formato: 14 x 21 424 págs.
ANO EDIÇÃO: 2009
AUTOR: Louis Begley
TRADUTOR: Sergio Tellaroli

2 comentários:
Ae Surfista beleza?
Pow cara esse livro é show de bola mesmo, eu tenho ele aqui e gosto muito!
e ai cara tranquilo!! po lega q bom q vc gosto pois é bom q outras pessoas se interessem por ele e ai vc ja termino de ler essi livro ?
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